Por Rodrigo Santiago - Trainer e Meta-Coach pela Sociedade Internacional de Neurossemântica
Quem Amou Mais?

Quem Amou Mais?

Relacionamentos, às vezes, terminam.

No ano passado, o meu terminou.
Surpreendente? Sim, muito!
Do “cair da ficha” até a decisão,
foram apenas algumas semanas.
Nem eu sabia que terminaria.

Foram 8 anos dos quais não me arrependo.
Tive muitas coisas boas. Mas houve um fim.

Muitas pessoas, então, começam a saga
pra saber “quem amou mais”.

“Ah, foi fulano.”
“Não, foi a cicrana.”

Há quem diga qualquer coisa, pelo mero fato
de que pessoas intitulam a si mesmas como
merecedoras de opinar sobre a vida dos outros.
Acreditam que têm razão em criar suas posições,
seus rótulos, suas idéias fixas.

Elas acreditam que são as donas da situação,
e do nada, eu me vi em vários tribunais
dos quais não fazia a menor questão de participar.

Julgamentos.

Eu não participei de nenhum desses tribunais.

A coisa mais dura pra mim foi que, realmente,
não terminei da maneira mais honrosa
de se terminar.

Estava confuso, coloquei os pés pelas mãos.

Mas tenho a felicidade incrível de ter vivido 8 anos
da maneira mais honrosa que pude viver,
com toda certeza!

Esta maneira honrosa foi o que me trouxe
à minha profissão atual, e que me permitiu
ajudar milhares de leitores, dezenas de clientes,
e ajudar a mim mesmo, também. À minha ex.
A amigos que me excluíram de seus círculos.

E então, agora, minha pergunta pra você é:
Quem sou eu? Sou meus acertos ou meu erro?

O mundo dá muitas voltas engraçadas.

Após o término, tive que
enfrentar muitos julgamentos.
Muitos me colocaram “para fora de seus corações”.
Muitas pessoas me reduziram a um “término”
e esqueceram de tudo mais que eu fiz na vida.

Isso não é problema meu.
É problema de como elas próprias
conduzem seus relacionamentos.

Julgamentos.

Prefiro não dar mais detalhes.
Pelo menos por enquanto.
Basta saber que tive um encontro muito duro
com a minha própria sombra,
e que terminei da forma errada.

Todos nós temos nossas sombras, não é mesmo?
Todos, sem exceção.

Muitos leitores projetam em mim
o tipo de ‘pureza’ que eu nunca pedi.
Nunca mesmo!

Pelo contrário, sempre avisei: sou um ser humano
com defeitos e qualidades, como qualquer outro.

Agora, finalmente, entendi o que é estar no lugar
de vários dos meus clientes.

Já atendi muitos casos de término.
Atendi quem queria permanecer,
e atendi também quem terminou com o relacionamento.

Em términos, a pessoa que fica pode dizer:
“Amei mais porque fiquei e queria continuar.”

A pessoa que se vai, diz:
“Tolerei me machucar muito. Amei muito mais,
porque fiz mais concessões.”

Quem tem a razão? Não há como saber.
Mas ninguém fica em um relacionamento do qual não se beneficia.

Ninguém.

Pode ser o benefício do sacrifício por outros.
Por filhos, pelo cônjuge, pela família.

Pode ser o benefício pessoal.
Pelo carinho recebido, pelo sexo,
pelas concessões, pelo término,
pelo prazer de perdoar.

Ninguém fica em um relacionamento do qual
não extraia benefícios suficientes para querer continuar.

E no meio de tudo isso… Do que são os benefícios,
de como enunciá-los, de como defini-los,
de quem tem razão, de quem amou mais…

Julgamentos.

A minha história, a história
de tantas pessoas que já atendi…
A história de tantos dos leitores
que me acompanham…

É a história que escrevi no meu livro mais recente:
Sobre os Campos de Arroz

Muitas pessoas não acreditaram no quão bem
eu superei essa fase de transição da minha vida.

A verdade é bem egoísta:
eu aprendi com meus clientes o que fazer
quando estivesse numa turbulência dessas.

Se você quiser entender
que tipo de insights eles me ensinaram
a atravessar uma fase
onde fui intensamente julgado por outras pessoas,
sugiro que adquira sua cópia hoje mesmo:

Sobre os campos de Arroz

Abraços, e um bom sábado 🙂
Rodrigo.

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